quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Orphan


Olha, abro dizendo que há tempos não via um suspense tão bom no cinema. Agora posso contar a saga. Estava meio desencanada de ver esse filme, só porque ia passar na rede Cinemark [é, sou dessas], mas isso apenas até ver o trailler. Super me interessei [adoro filmes com crianças más] e, já que havia ganhado o ingresso, por que não? Fui. A sala fedia a urina, mas nem isso me impediu de curtir o longa do seguidor de Guillermo Del Toro, Jaume Collet Serra, que não tinha muitos créditos comigo, afinal, ele fez A Casa de Cera [alguém viu esse filme? eu sim...].

Foco, Juliana, foco. Óquei. A Órfã. O enredo é bem simples: família perde um bebê antes mesmo do parto. Eles já têm dois filhos, sendo um deles uma garotinha surda-muda, e resolvem adotar mais uma criança. Numa visita ao orfanato, o homem da casa fica embasbacado com a inteligência, maturidade e talento da jovem e linda Esther que, obviamente, é a escolhida do casal.


O suspense entra quando a real personalidade da garota começa a tomar as cenas. confesso que os sustos são bem clichês. em dados momentos, nota-se que até o diretor sabe disso, então, começa a alterná-los [um reflexo no espelho sim, outro não e assim por diante]. embora eu tenha matado a história, numa brincadeira, nos primeiros 30 minutos do filme, gostei pencas, principalmente porque os motivos para a maldade de Esther são realmente críveis. Bom, é isso. Só queria finalizar dizendo que Isabelle Fhurman merece ser observada. Vai ser cínica assim na casa do caralho...

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Planeta Terror


Um filme onde uma stripper tem um rifle[?] no lugar da perna só podia ser coisa do Robert Rodriguez em comunhão com Quentin Tarantino. Planeta Terror é um filme trash. Muito trash. Dede o argumento até o desfecho, mas ainda assim achei do caralho. É óbvio que o longa começa com uma stripper deliciosa batendo cabelo ao som do bom e velho rock'n'roll ,para homens escrotos. É claro que ela está descontente com sua situação e mais claro ainda que o dono do bar é um idiota completo. Numa de suas constantes crises existênciais, Cherry o manda introduzir algum objeto cilíndrico na cavidade anal e segue seu destino, a pé, pelas ruas. Nisso, um comboio do Lost[?], cheio de homens armados quase a atropela e provoca seu primeiro ferimento na perna direita.

Ela, então, segue para um boteco.
Lá, encontra com El Ray, interpretado pelo delicinha do Freddy Rodriguez, rapaz misterioso, já conhecido de Cherry. Até aí, nada de mais, no entanto, o tal comboio na verdade era de traficantes de tóxicos, não os comuns, mas de uma fumacinha verde capaz de transformar pessoas saudáveis em zumbis comedores de cérebro. Eu disse que era trash. O mais legal é que essa mesma droga também é a punica coisa capaz de manter os já contaminados vivos e com aparência humana. Mas o mais surpreendente [em termos] pra mim foi o fato de que o chefe do comboio é ninguém menos que Bruce Willis. Disse em termos porque seria no minimo estranho num filme dirigido por robert e produzido por Quentin não contar com a presença do Bruce. Sim, somos todos muito íntimos.

Enfim, continuando a história, enquanto a população se transforma em zumbis, um médico meio sem noção é contaminado pouco depois de amputar a perna devorada da,a té então, ex stripper...não vou continuar dando detalhes...prefiro que vejam. Mas vamos aos pontos comentáveis não arrasadores de surpresas. É tão óbvio quanto todo o resto que Quentin faz uma pontinha no filme. Ele sempre faz. Outra coisa que merece destaque é a criatividade. antes do início do filme, passam os tradicionais traillers, no entanto, estes são fictícios, só pra fazer climinha mesmo. Outro ponto é a fotografia que imita a de filmes antigos, com luz escura e imagens granuladas, falhadas mesmo.

Achei demais.
Pra quem gostou de SinCity, não gostar de Planeta Terror é no mínimo esquisito. Como já devem ter notado, eu super gosto dos dois. Assistam. Beijos e não liguem pro excesso de sangue jorrando. É assim mesmo...

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Mais sedentário impossível - receba filmes em casa

Olá, pessoal.

Dia desses me indicaram um serviço de locadora virtual e agora o indico a vocês.
Trata-se do NetMovies.

Nesse site, você pode se cadastrar em um dos sete planos disponíveis e passará a receber em casa, sem pagar taxa de entrega e sem prazo pré-determinado de devolução, os filmes que colocar em sua lista de opções.

Os planos vão do básico, onde você tem direito a 4 longas por mês, sendo um por vez, pela módica quantia de R$ 15,90 a um no qual você recebe até 5 filmes por leva, num total de 130 por mês, pagando R$ 62,00.

Acho bem barato pela quantidade de filmes e facilidades do serviço, mas vamos combinar que uma pessoa que consegue ver mais de 20 filmes alugados em 30 dias, precisa muito de uma vida social.

Enfim, é isso. Estou gostando, principalmente, porque o catálogo da locadora é animal, embora não tenha Admirável Mundo Novo...

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Alice in Wonderland, por Tim Burton

Não tenho o que dizer, porque obviamente ainda não assisti. Mas segue o link pro trailer do filme, que parece ser beeem interessante. Mas é claro que sou suspeita pra falar. Casaria com Tim Burton e Alice só é minha história favorita, então...tirem suas próprias conclusões que é melhor.
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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Era do Gelo 3



Estreou essa semana o filme A Era do Gelo 3 na versão 3D, para algumas salas de cinema. Assisti e, embora o tal óculos especial seja bastante desconfortável e o filme tenha sido dublado, valeu a pena. Foi minha primeira vez no estilo e foi muito bom. Efeitos lindos, imagens lindas, tudo muito legal, tanto, que a história em si passou meio que se tornou secundária pra mim, mas enfim...

Dessa vez, o enredo gira em torno da futura família de Manny e Ellie [a mamute/gambá/insana do segundo filme]. Eles esperam um bebê o que faz Diego refletir sobre seu lugar no bando e prevenir Sid sobre um possível distanciamento por parte de seus amigos gigantes e peludos. Diego decide partir em busca de aventuras e Sid em busca de uma nova família. É quando a preguiça mais querida do mundo cai num buraco e encontra três ovos de dinossauro.

Não demora muito, nascem os adoráveis filhotes de T-Rex [que se forem comercializados em formato de brinquedo, com certeza comprarei]. Como Sid é a primeira coisa que veem ao chegar ao mundo, tratam-no como se fosse sua mamãe, e a preguiça incorpora o papel de forma inigualável. Isso até o momento em que a real progenitora das crianças resolve ir buscá-los na superfície. É aí que Sid é levado para um mundo subterrâneo e tem início a aventura do bando.

O filme é legal, não tanto quanto os dois primeiros, em minha opinião, mas tem momentos hilários. Uma correlação interessantíssima existente nessa história é a alusão ao clássico Moby Dick, de Herman Melville. Explico: Buck, uma doninha louca caçadora de dinossauros, que vive no ecossistema existente abaixo da superfície de gelo que recobre o planeta, tem como objetivo de vida caçar Ruby, o maior dinossauro do mundo, que por um acaso, alcunhou de 'o gigante branco'. A relação com o romance americano fica óbvia no decorrer da história, porém de forma muito mais engraçada, é claro.

Bem, Era do Gelo 3 é uma animação que cumpre perfeitamente bem com seu papel de entreter o público. É engraçado, é bonitinho e instrutivo para as crianças. Veria de novo fácil, mas também sou suspeita pra falar, afinal, sou absolutamente viciada no estilo.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Jean Charles


Jean Charles é a primeira co-produção cinematográfica feita entre o Brasil e a Inglaterra, então faltam parâmetros para uma avaliação mais embasada. Bem, supondo que nem todo mundo tenha boa memória para notícias, segue resumo do filme dirigido pelo brasileiro radicado em Londres, Henrique Goldman.

O longa, protagonizado por Selton Mello, é uma ficção, baseada em fatos reais, a respeito do episódio que bombou nas TVs e jornais de todo o mundo em 2005, quando o mineiro Jean Charles foi assassinado friamente, sem chances de explicar-se, no metrô pela polícia londrina por ter sido confundido com um terrorista muçulmano.

A partir de relatos de conhecidos e familiares de Jean, o filme foi montado, sendo acrescido de variações da realidade e certos exageros supostamente intencionais. A construção do roteiro é tão rasa quanto os diálogos, no entanto, há uma explicação plausível para tal. Primeiro porque, aparentemente, virou moda fazer filmes com assuntos corriqueiros que imitam os da vida real; segundo porque a maior parte do elenco é formada por não-atores. Sendo assim, melhor mesmo não exigir muito de pessoas que estão ali por terem conhecido o personagem e por fazerem parte da comunidade brasileira que mora em Londres.

Uma curiosidade é que uma das primas verdadeiras do mineiro, que vivia com ele na capital inglesa, faz o papel dela mesma e interage com um dos personagens mais divertidos e autênticos do longa, Alex, interpretado por Luis Miranda, que trabalhou com Selton em Meu nome não é Johnny e outros filmes nacionais. Ele, inclusive, foi chamado de 'gênio negro' pelo produtor executivo da obra, Stephen Freas, ganhador de alguns Oscar's por A Rainha e Ligações Perigosas.

Sobre Selton Mello, confesso que estou um pouco saturada de vê-lo no cinema, porém, não poderia deixar de dizer que ele continua surpreendendo com sua capacidade de se desvincular de papéis anteriores. Ele encarnou de verdade a personalidade de mineirinho semi-tímido, amigão da galera, um tanto quanto manipulador e trambiqueiro. E, levando em consideração o fato de que os atores quase não tiveram acesso ao roteiro, as improvisações foram relativamente boas, até mesmo as dos ditos figurantes.

De certa forma, pode-se dizer que o filme cumpriu com sua proposta de ser um retrato de uma história real, abusando das cenas feitas com a câmera na mão e ângulos variados, num estilo quase documentário. Por outro lado, ao mesmo tempo em que cumpre seu papel, ainda acho que faltou alguma coisa. O longa parece que não tem meio. é só uma enorme introdução com um fechamento também longo. Mas é possível que tenha sido intencional, para provocar no público a mesma surpresa que assolou os familiares e amigos de Jean Charles na época dos acontecimentos.

Não achei ruim, mas ao mesmo tempo achei superficial. Estou semi-dividida, mas você pode me ajudar com novas conclusões assistindo a esse filme, que estréia dia 26/06.

Enjoy.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Noitão HSBC

Não é filme, é só um aviso a quem gosta de cinema. Essa sexta o Noitão do HSBC Belas Artes comemora cinco anos e apresenta só filmes inéditos. Pelo que li nas sinopses são filmes de namoradinhos... Ao contrário das versões anteriores, dessa vez não há um tema definido [ahan, claro que não] e ao invés de três, serão exibidos cinco longas. Sinceramente, se eu fosse do tipo que dá atenção a essas datas, não passaria o dia dos namorados em meio a centenas de estranhos vendo filmes a noite inteira, mas num motel bem legal, no entanto cada um é cada um e quem sou eu para julgar, né não?

Fiquei com preguiça de colar a programação aqui, mas segue o link para que os interessados a confiram.